
Decorreu esta noite a Assembleia Geral do Futebol Clube do Porto convocada no intuito de aprovar o relatório e contas do Clube, relativas ao período 06/07. Perante uma sala cheia de associados prontos a ouvir e a intervir sobre a vida do clube, as contas foram aprovadas por maioria.
Do primeiro ponto da apresentação da ordem de trabalhos, a cargo do Dr. Fernando Gomes, destaca-se entre outras coisas, a diminuição do passivo do clube para o valor de 31.9M€. Assim sendo neste período o clube vê reduzido o seu passivo em cerca de 12,7M€.

Posteriormente, e dado que todos nós nos interessamos pela vida do clube e pela sua saúde finaceira, iremos escalpulizar o relatório apresentado, fazendo uma análise mais detalhada do relatório e contas aprovado na generalidade pela maioria. Aliás, apenas um associado absteve-se nesta votação, e como o próprio Presidente referiu no seu decorrer, esse mesmo associado abandonou a sala logo após a votação.
Num segundo ponto da Assembleia foi ainda aprovado o Relatório e Contas na sua especificidade.
O 3º ponto da Assembleia Geral dava à discussão a aprovação da contração por parte do Clube de um endividamente de cerca de 13M€ que o clube terá de suportar para fazer face à construção do Pavilhão Dragão Caixa. Este endividamente será suportado em 70% pela Caixa Geral de Depósitos no acordo celebrado com o Futebol Clube do Porto (que visa aliás o patrocínio das 3 modaalidades profissionais:; Andebol, Basquetebol e Hóquei em Patins) e em 30% será suportado pelo próprio Clube.
Foi apresentado o projecto numa base financeira pelo Dr. Fernando Gomes e uma exposição mais técnica do projecto propriamente dito pelo Eng. Eduardo Valente.
Após esta apresentãção surgiram as primeiras contestações da noite. Pedindo a palavra, um sócio do clube argumentou que um clube com a grandiosidade do Futebol Clube do Porto merecia um projecto de maior envergadura, devendo o pavilhão ter uma maior lotação. O nosso Presidente, Jorge Nuno Pinto da Costa, defendeu de seguida o projecto, argumentando que o Arquitecto Manuel Salgado fez um excelente trabalho e que a nova “pérola” do Clube teria a envergadura e a qualidade técnica que o Clube merece. Na minha opinião, o nosso Presidente não percebeu bem a interpelação do associado do FCP, frisando apenas a beleza arquitectónica da obra, não se referindo ao aspecto fulcral do discurso do associado relativamente à capacidade do pavilhão (recorde-se perto de 2000 lugares), na sua opinião exígua para a grandeza do Futebol Clube do Porto. O ponto foi aprovado (a discussão central foi a aprovação do endividamento dos 13M€) por maioria, mas com alguns votos contra.
Já no final, o Presidente da Mesa da Assembleia Geral disponibilizou cerca de meia hora para os sócios poderem dizer o que lhes ia na alma. De entre algumas questões e ideias colocadas pelos vários associados que pediram a palavra cabe-me destacar as seguintes que julgo pertinentes:
- Um clube com a grandiosidade do Futebol Clube do Porto não ter à data um Museu em funcionamento. Para quando a sua abertura e localização?
- O facto de o Futebol Clube do Porto não modernizar o “velhinho” campo da Constiuição, como forma de assegurar melhores infraestruturas de apoio ao futebol juvenil e potenciar um excelente recurso do Clube. Quando é que tal será feito?
- Para quando a construção de uma nova piscina, agora que as restantes modalidades já terão a sua “casa própria” no novo pavilhão?
- Para quando a criação de um espaço onde os associados do Clube possam confraternizar e debater os sucessos e problemas do seu clube, mais concretamente um espaço de convívio para reformados?
Perante as questões colocadas o nosso Presidente pediu a palavra, mas no entanto respondeu apenas a dois dos reptos lançados. Referiu-se ao projecto já elaborado pela direcção do Clube, no sentido de dotar o Estádio do Dragão (num espaço contíguo à Loja Azul) de um Museu que não envergonhe a História e Grandiosidade do Futebol Clube do Porto e que retrate os diversos marcos da sua história. E referiu ainda que o problemas com os senhorios do Campo da Cosntituição, por muito grandes que tenham sido, foram ultrapassados e que ainda no final deste ano irão arrancar as obras de reformulação e melhoramento do complexo desportivo do Campo da Constituição.
A Assembleia Geral terminou com uma ovação em pé, a pedido do Presidente da Mesa Sardoeira Pinto, às antigas glórias do Clube recentemente falecidas.
Sem dúvida que vale a pena a presença nas Assembleias Gerias, quando mais não seja para escutar, meditar e conhecer mais pormenorizadamenteos problemas do Clube, sem os sensacionalismos e as deturpações feitas pela Comunicação Social.
Dentro das nossas paredes é que as coisas devem ser discutidas e quem ganha é o Nosso Futebol Clube do Porto.