O mais festejado
Vem este post na sequência de uma boa conversa tida com os meus colegas de bancada durante umas férias em conjunto. Férias em Espanha nas quais fizemos uma viagem de 70 e tal km com os ouvidos colados na estática que se ouvia na TSF e na RR para tentar perceber como decorria o jogo Porto - Leiria no nosso estádio (no final quem nos salvou foi um amigo que foi enviando sms com a evolução do resultado), mas bem adiante.
Voltando ao tema do Post, demos por nós a discutir qual o golo do Porto que mais tínhamos festejado. Discussões destas é que eu gosto, salutares, que avivam memórias, que relembram caminhadas épicas do nosso clube rumo a títulos. Claro que iniciámos a discussão no golo mais bonito e acabamos a falar de jogos que todos nós (colegas de bancada e leitores blogueiros) relembrámos.
Dos golos mais festejados, e uma vez que os golos que nós assistimos ao vivo, são “recentes”, isto é, têm vinte e muito poucos anos, os que mais rapidamente saltam à memória são os da caminhada para Sevilha, onde a “remontada” contra a Lázio foi espectacular (que festival à chuva); o golo na Grécia (depois do sinal de calma do Mourinho na saída das Antas…); o primeiro, segundo e terceiro golo da UEFA, o espectacular trajecto na Champions, os golos de McCarthy no Dragão contra o Man United, o de Costinha em Old Trafford (a correria do Mourinho… os saltos que dei em casa…), o penálti do Pedro Emanuel na Intercontinental. Nunca esquecendo os 5 secos na segunda mão da Supertaça espetados às aves… Bem as memórias que se foram avivando, acompanhadas dos relatos que tenho gravados de quase todos estes golos, ouvir os locutores, a festa que se ouve ao fundo.
Muitos golos recordados, alguns relatos ouvidos, alguns videos vistos, e algumas opiniões sobre o GOLO mais festejado.
Para mim, e por ter sido in loco, que o vi, por todo o espectáculo que a ele esteve associado, por ser o regresso do Porto às conquistas europeias, por ter demonstrado a força de uma equipa inatingível, por tudo e mais alguma coisa, até hoje o golo que mais festejei, e sendo uma escolha difícil, é o terceiro golo do Porto em Sevilha (devo ter descido umas 8 filas de cadeiras abraçado a todos e mais alguns). É um golo, uma festa, uns dias que NUNCA vou esquecer.
Excerto de uma crónica que circulou na net dias depois da fabulosa vitória (revejo-me na totalidade da crónica, mas estas linhas têm especial significado para o texto deste post):
Não sei o que escrever. É um momento muito prateado, uma espécie de luz branca à minha volta. Devo ter gritado e saltado, sei lá, eu já nem estava no lugar, fui para os degraus mais abaixo e estava a ver aquela m**** em pé, pá, nem sei bem. Sim, era tudo branco, uma espécie de névoa, estava tudo meio desfocado, e convenci-me que era Deus que ali estava a ajudar-me e fiquei f***** por nunca ter ido á missa e essas m***** e o c******, e por já ter tido a mania que era anti-cristo na minha adolescência, e que afinal, Deus existe, e estava ali ao meu lado e eu sem saber como agradecer-lhe e pedir-lhe desculpa por todos estes anos de falta de fé.




