Estádio Dragão

O mais festejado

February 11th, 2008

Vem este post na sequência de uma boa conversa tida com os meus colegas de bancada durante umas férias em conjunto. Férias em Espanha nas quais fizemos uma viagem de 70 e tal km com os ouvidos colados na estática que se ouvia na TSF e na RR para tentar perceber como decorria o jogo Porto - Leiria no nosso estádio (no final quem nos salvou foi um amigo que foi enviando sms com a evolução do resultado), mas bem adiante.

Voltando ao tema do Post, demos por nós a discutir qual o golo do Porto que mais tínhamos festejado. Discussões destas é que eu gosto, salutares, que avivam memórias, que relembram caminhadas épicas do nosso clube rumo a títulos. Claro que iniciámos a discussão no golo mais bonito e acabamos a falar de jogos que todos nós (colegas de bancada e leitores blogueiros) relembrámos.

Dos golos mais festejados, e uma vez que os golos que nós assistimos ao vivo, são “recentes”, isto é, têm vinte e muito poucos anos, os que mais rapidamente saltam à memória são os da caminhada para Sevilha, onde a “remontada” contra a Lázio foi espectacular (que festival à chuva); o golo na Grécia (depois do sinal de calma do Mourinho na saída das Antas…); o primeiro, segundo e terceiro golo da UEFA, o espectacular trajecto na Champions, os golos de McCarthy no Dragão contra o Man United, o de Costinha em Old Trafford (a correria do Mourinho… os saltos que dei em casa…), o penálti do Pedro Emanuel na Intercontinental. Nunca esquecendo os 5 secos na segunda mão da Supertaça espetados às aves… Bem as memórias que se foram avivando, acompanhadas dos relatos que tenho gravados de quase todos estes golos, ouvir os locutores, a festa que se ouve ao fundo.

Muitos golos recordados, alguns relatos ouvidos, alguns videos vistos, e algumas opiniões sobre o GOLO mais festejado.

Para mim, e por ter sido in loco, que o vi, por todo o espectáculo que a ele esteve associado, por ser o regresso do Porto às conquistas europeias, por ter demonstrado a força de uma equipa inatingível, por tudo e mais alguma coisa, até hoje o golo que mais festejei, e sendo uma escolha difícil, é o terceiro golo do Porto em Sevilha (devo ter descido umas 8 filas de cadeiras abraçado a todos e mais alguns). É um golo, uma festa, uns dias que NUNCA vou esquecer.

Excerto de uma crónica que circulou na net dias depois da fabulosa vitória (revejo-me na totalidade da crónica, mas estas linhas têm especial significado para o texto deste post):

Não sei o que escrever. É um momento muito prateado, uma espécie de luz branca à minha volta. Devo ter gritado e saltado, sei lá, eu já nem estava no lugar, fui para os degraus mais abaixo e estava a ver aquela m**** em pé, pá, nem sei bem. Sim, era tudo branco, uma espécie de névoa, estava tudo meio desfocado, e convenci-me que era Deus que ali estava a ajudar-me e fiquei f***** por nunca ter ido á missa e essas m***** e o c******, e por já ter tido a mania que era anti-cristo na minha adolescência, e que afinal, Deus existe, e estava ali ao meu lado e eu sem saber como agradecer-lhe e pedir-lhe desculpa por todos estes anos de falta de fé.

terceiro golo

Sertanense 0 vs FC Porto 4

February 10th, 2008

O FC Porto derrotou facilmente o Sertanense em encontro dos oitavos de final da Taça de Portugal. O jogo terminou com a vitória dos Dragões com 4 golos sem resposta, o que já era de alguma forma previsível dado que a equipa Beirã participar na 3ª Divisão dos campeonatos portugueses.

Um jogo sem transmissão televisiva, pelo que eu tal como outros tantos adeptos tiveram de seguir via rádio, o que confesso é sempre um prazer: maior emoção, maior profissionalismo e um pouco menos de benfiquismo nos relatos.

Pelo que me apercebi ao longo da transmissão radiofónica o FC Porto controlou o jogo, não fez um jogo de encher o olho, mas a diferença de valor era notável. A equipa da Sertã ainda tentou incomodar mas o golo cedo de Tarik deu a tranquilidade necessária a uma equipa que por várias vezes se confrontada com “fantasmas” do passado neste tipo de encontros com equipas mais pequenas.

Alguns apontamentos que julgo serem convenientes referir:

- Farías - Começa a tornar-se um caso sério o deste Argentino. Passou uns tempos na penumbra mas finalmente começa a dar um ar da sua graça e a mostrar o porquê de ter sido a mais cara contratação do FC Porto esta época. Depois de um período de apagão, veio agarrar com unhas de dentes as oportunidades dadas por Jesualdo, mostrando trabalho, com golos e pormenores técnicos bastante agradáveis. Bisou neste jogo, tendo ainda um golo anulado.

- vitória do FCP - não tanto pela vitória em si mas pelos números que foi. O adversário era de um escalão bem inferior e a diferença de qualidade era sem dúvida abismal, no entanto já noutras ocasiões verificamos que nem sempre tal é mostrado em campo e que ” a bola é redonda” como muitos gostam de referir…

- rotatividade - julgo ter sido positiva a rotatividade feita neste jogo e as oportunidades concedidas a jogadores menos utilizados. Se noutras ocasiões não mostraram estar À altura da chamada, neste jogo e de uma forma geral a equipa soube dignificar a camisola que veste.

- Mariano González - o único ponto que vou referir negativamente. Não me parece que seja por falta de oportunidades que este argentino ainda não tenha mostrado o seu futebol. Pelo relato apercebi-me que tentou mostrar o seu futebol individualmente, perdendo quase sempre no um para um. Ao contrário de Farías desde o início da época que lhe têm sido concedidas oportunidades mas o argentino tarda em agarrá-las. Sem dúvida que Hélder Barbosa merece passar um degrau acima do argentino. Vamos ver no que dá.

Dados do Jogo:

Estádio Dr. Marques dos Santos, Sertã
Árbitro:Lucílio Baptista (Setúbal) 

Sertanense: Leo Flores, David Facucho (Bruno Xavier, 45), Pedro Miguel, Anderson, Américo, Filipe Avelar (Daniel, 65), Brito, Leandro, Zâmbia, Hygor (Marco Farinha, 55) e Vicente.

FC Porto: Nuno, João Paulo, Pedro Emanuel (Castro, 60), Stepanov, Lino, Paulo Assunção, Raul Meireles (Hélder Barbosa, 67), Kazmierczak, Mariano, Sektioui e Farias (Rabiola, 73)

Acção disciplinar: cartão amarelo para Leandro (64), Paulo Assunção (81), Rabiola (89)

Golos: Tarik (7), Farias (35) , Kazmierczak (45+2) e Farias (49)

FC Porto 4 vs Leiria 0

February 6th, 2008

Dados do Jogo:

Árbitro: Paulo Baptista (AF Portalegre)

FC Porto – Helton; Bosingwa, Pedro Emanuel, Bruno Alves e Fucile; Lucho (Mariano Gonzalez, 63 m), Paulo Assunção (Castro, 79 m) e Raul Meireles; Quaresma, Farias (Adriano, 76 m) e Lisandro.

U. Leiria – Fernando; Éder, Lukasiewicz, Éder Gaúcho e Laranjeiro; Arvid e Cadú (Toñito, 59 m); Faria, Harison e Alhandra (Paulo César, 34 m); Marcelinho.

Disciplina: cartão amarelo a Harison (17 m) e Quaresma (86 m).

Marcador: 1-0 por Bosingwa (17 m); 2-0 por Farias (24 m); 3-0 por Lisandro (43 m); 4-0 por Farias (60 m).

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