FC Porto 2 vs Vitória SC 0

O FC Porto voltou ás vitórias no Dragão, exorcizando fantasmas de outros tempos e mostrando que os verdadeiros campeões não vergam assim tão facilmente.
Os Portistas venceram sem fazer uma exibição perfeita, mas com substanciais melhorias em relação às últimas partidas. A equipa foi capaz de criar variadíssimas situações de golo, conseguiu o equilíbrio e a coesão defensiva há muito perdida, pese embora ter tido um rendimento inferior ao esperado.
A primeira parte foi de superioridade portista, com a equipa de Guimarães muito apagada, o que fez com que o FC Porto facilmente tomasse o comando da partida e carregasse em cima dos adversários. Os campeões nacionais conseguiram, então, um domínio quase avassalador. Com base num jogo muito fluído, assente em transições e circulação de bola rápidas, chegavam com uma facilidade surpreendente à baliza de Nilson, que ao minuto 30 teve de se aplicar para travar o remate de Rodríguez, isolado e com condições para ser mais eficaz.
Apesar do domínio fomos incapazes de transformar em golos a superioridade evidenciada durante a primeira metade.
Ao intervalo, Jesualdo fez entrar Ernesto Farías para o lugar de Tarik, o portista mais irregular nos primeiros 45 minutos. Tarik mostra ser um jogador com uma visão de jogo acima do normal, que confere alguma magia e dinâmica ofensiva ao jogo mas que ainda não parece estar em forma. Com esta substituição, o FCPorto parece ter feito um reset e demorou novamente 15m a entrar em jogo. As pedras que davam criatividade ao jogo da equipa azul-e-branca eram outras - Faria no meio, Lisandro na posição de Tarik. Na verdade, o Vitória surgiu na 2ªparte ainda mais encostado à sua baliza, baixando um pouco as suas linhas, resultando daí menos espaço para o FC Porto atacar.
Sem a maior beleza e desenvoltura ofensiva da 1ªparte, finalmente, após uma jogada de insistência, Raul Meireles cruzou e Lisandro, sem marcação, cabeceou finalmente certeiro. Foi o terceiro golo de Lisandro na prova e o regresso aos golos do Argentino.
Nesta fase do jogo o Guimarães finalmente abriu o seu jogo e meteu alguém para a frente de ataque, mas continuou a ser incapaz de criar perigo junto da baliza de Helton. Até ao final, houve ainda tempo para Farías fazer o gosto ao pé, que completamente à vontade na cara de Nilson, teve tempo para hesitar e acabar por acertar na baliza, na sequência de um lance em que o mérito foi todo de Lisandro, a fazer lembrar os seus melhores jogos.
Avalia-se, portanto, com nota positiva, a exibição Portista, em especial a exibição de Lisandro Lopez, que voltou aos golos e registou uma exibição de grande nível. Uma nota ainda para o jogo de Lucho. Ele que tão apagado tem andado, voltou a dar um ar da sua graça já mostrando uma maior mobilidade e velocidade na transição defesa ataque. Nota ainda para o jogo de Rodriguez. O uruguaio mostrou melhorias no seu jogo, mas na minha opinião tem de mostrar muito mais para que convencer a quantia paga por ele. O facto de adiantar demasiado a bola quando arranca para cima dos adversários faz com que perca demasiadas bolas para os oponentes. Nota final para Fernando, que cresce e ganha confiança na posição de trinco, a cada jogo que passa.
O mais importante foi de facto o resultado e a confiança ganha com o mesmo. O FC Porto volta a subir o seu nível de jogo, e naturalmente iremos ocupar rapidamente o lugar que nos pertence, o topo da tabela.
PS: De salientar o pormenor final da partida com o Hino da Champions League a soar no sistema sonoro do Estádio, numa clara alusão à não classificação do Vitória para esta competição. Apenas queria ainda comentar o facto de Pinto da Costa se ter sentado na Tribuna do Dragão ao lado de António Salvador, presidente do Braga. Este acto parece-me de todo inocente e serve bem para mostrar ao Guimarães que: Connosco quem quiser, contra nós quem puder…
Dados do Jogo:
Árbitro: Olegário Benquerença
FC Porto Helton, Sapunaru (Lino, 67’), Rolando, Bruno Alves, Fucile (Pelé, 90’), Fernando, Raul Meireles, Lucho González, Rodríguez, Tarik (Farías, 46’), Lisandro López
V. Guimarães Nilson, Andrezinho, Gregory, Moreno, Momha, Flávio Meireles, João Alves (Jean Coral, 81’), Fajardo (Carlitos, 70’), Nuno Assis, Desmarets, Douglas (Roberto, 55’)
Disciplina: Nada assinalar
Golos 1-0, por Lisandro Lopez, aos 65’; 2-0, por Farías, aos 88’.






