Estádio Dragão

FC Porto 2 vs Vitória SC 0

November 16th, 2008

O FC Porto voltou ás vitórias no Dragão, exorcizando fantasmas de outros tempos e mostrando que os verdadeiros campeões não vergam assim tão facilmente.

Os Portistas venceram sem fazer uma exibição perfeita, mas com substanciais melhorias em relação às últimas partidas. A equipa foi capaz de criar variadíssimas situações de golo, conseguiu o equilíbrio e a coesão defensiva há muito perdida, pese embora ter tido um rendimento inferior ao esperado.

A primeira parte foi de superioridade portista, com a equipa de Guimarães muito apagada, o que fez com que o FC Porto facilmente tomasse o comando da partida e carregasse em cima dos adversários. Os campeões nacionais conseguiram, então, um domínio quase avassalador. Com base num jogo muito fluído, assente em transições e circulação de bola rápidas, chegavam com uma facilidade surpreendente à baliza de Nilson, que ao minuto 30 teve de se aplicar para travar o remate de Rodríguez, isolado e com condições para ser mais eficaz.

Apesar do domínio fomos incapazes de transformar em golos a superioridade evidenciada durante a primeira metade.

Ao intervalo, Jesualdo fez entrar Ernesto Farías para o lugar de Tarik, o portista mais irregular nos primeiros 45 minutos. Tarik mostra ser um jogador com uma visão de jogo acima do normal, que confere alguma magia e dinâmica ofensiva ao jogo mas que ainda não parece estar em forma. Com esta substituição, o FCPorto parece ter feito um reset e demorou novamente 15m a entrar em jogo. As pedras que davam criatividade ao jogo da equipa azul-e-branca eram outras - Faria no meio, Lisandro na posição de Tarik. Na verdade, o Vitória surgiu na 2ªparte ainda mais encostado à sua baliza, baixando um pouco as suas linhas, resultando daí menos espaço para o FC Porto atacar.

Sem a maior beleza e desenvoltura ofensiva da 1ªparte, finalmente, após uma jogada de insistência, Raul Meireles cruzou e Lisandro, sem marcação, cabeceou finalmente certeiro. Foi o terceiro golo de Lisandro na prova e o regresso aos golos do Argentino.

Nesta fase do jogo o Guimarães finalmente abriu o seu jogo e meteu alguém para a frente de ataque, mas continuou a ser incapaz de criar perigo junto da baliza de Helton. Até ao final, houve ainda tempo para Farías fazer o gosto ao pé, que completamente à vontade na cara de Nilson, teve tempo para hesitar e acabar por acertar na baliza, na sequência de um lance em que o mérito foi todo de Lisandro, a fazer lembrar os seus melhores jogos.

Avalia-se, portanto, com nota positiva, a exibição Portista, em especial a exibição de Lisandro Lopez, que voltou aos golos e registou uma exibição de grande nível. Uma nota ainda para o jogo de Lucho. Ele que tão apagado tem andado, voltou a dar um ar da sua graça já mostrando uma maior mobilidade e velocidade na transição defesa ataque. Nota ainda para o jogo de Rodriguez. O uruguaio mostrou melhorias no seu jogo, mas na minha opinião tem de mostrar muito mais para que convencer a quantia paga por ele. O facto de adiantar demasiado a bola quando arranca para cima dos adversários faz com que perca demasiadas bolas para os oponentes. Nota final para Fernando, que cresce e ganha confiança na posição de trinco, a cada jogo que passa.

O mais importante foi de facto o resultado e a confiança ganha com o mesmo. O FC Porto volta a subir o seu nível de jogo, e naturalmente iremos ocupar rapidamente o lugar que nos pertence, o topo da tabela.

PS: De salientar o pormenor final da partida com o Hino da Champions League a soar no sistema sonoro do Estádio, numa clara alusão à não classificação do Vitória para esta competição. Apenas queria ainda comentar o facto de Pinto da Costa se ter sentado na Tribuna do Dragão ao lado de António Salvador, presidente do Braga. Este acto parece-me de todo inocente e serve bem para mostrar ao Guimarães que: Connosco quem quiser, contra nós quem puder…

Dados do Jogo:

Árbitro: Olegário Benquerença

FC Porto Helton, Sapunaru (Lino, 67’), Rolando, Bruno Alves, Fucile (Pelé, 90’), Fernando, Raul Meireles, Lucho González, Rodríguez, Tarik (Farías, 46’), Lisandro López

V. Guimarães Nilson, Andrezinho, Gregory, Moreno, Momha, Flávio Meireles, João Alves (Jean Coral, 81’), Fajardo (Carlitos, 70’), Nuno Assis, Desmarets, Douglas (Roberto, 55’)

Disciplina: Nada assinalar

Golos 1-0, por Lisandro Lopez, aos 65’; 2-0, por Farías, aos 88’.

Sporting CP (4) 1 - 1 (5) FC Porto (g.p)

November 10th, 2008

Em tons de azul e branco se fez a festa ontem à noite depois de mais de 120m de , de um bom jogo de futebol.

Foi bem dividido o jogo de ontem. Inicialmente, com tons verdes, com o passar dos minutos e depois de uma evidente e necessária alteração na equipa do Porto, por recorrente insisitência do Professor com Mariano Gonzalez, a festa foi adquirindo os tons do céu, aqui e ali pintalgado de verde.

Mais uma vez o Professor conseguiu a 14ºcombinação de equipa em 14 jogos possíveis nesta época. Até não teria sido uma má combinação, não fosse voltar a insistir num inconsequente Mariano Gonzalez que foi um jogador a menos no 11 do FCPorto. Compreendo em parte a sua escolha, certamente no sentido de dar mais apoio a Pedro Emanuel, um defesa esquerdo inventado, mas mais uma vez, Mariano não serviu, julgo eu, os propósitos a que se apresentava. Não segurava a bola, não a colocava em condições nos colegas… não fez quase nada positivo (o quase é apenas para benefício da dúvida de algo que me possa ter escapado!).

Com isto, o Sporting foi claramente dominador e superior ao FCPorto, excepção feita aos primeiros 5m nos quais o FCPorto entrou muito rápido e forte, na 1ªparte, culminando a sua exibição num golo tão oportuno de Liedson como ingénuo de Pedro Emanuel. O FCPorto pouco ou nada incomodou Rui Patricio nestes primeiros 45m. Ainda que com Hulk e Lisandro sempre muito dinâmicos, não era consequente. Helton foi um dos fundamentais desta 1ªparte sustendo grandes remates, um dos quais, mais marcantes, o de Rochemback que, com uma só luva e numa estirada, leva a bola para a linha final. O desacerto no ataque era evidente ao ponto de Hulk e Lisandro trocarem umas palavras numa forma mais agressiva.

Na 2ªparte, com apenas uma substituição, tudo mudou. Tomaz Costa por Mariano. O mesmo empenho mas mais arte, mais técnica mas eficácia de jogo. O FCPorto começou a tomar conta das operações e começou a importunar a defesa do Sporting, que aos poucos foi notório que começou a tremer. E, numa jogada simplesmente ao alcance de um grande jogador, pelo menos, muito promissor, Hulk percorre mais de 60m, com a bola colada aos pés, deixando para trás 2 adversários, entrando na grande área e simplesmente fulminando a baliza de Rui Patricio com um tiro indefensável - Rui Patricio ainda pôs as mãos à bola mas, tal era a violência do remate que a bola basicamente continuou na sua trajectória. Estava feito o justo empate.

Daqui até ao final dos 120m, o FCPorto mostrou estar melhor no jogo, e melhor a cada dia que passa, tentanto dizer adeus a uma crise tão apregoada pelos meios de comunicação.

Entre 3 expulsões, no mínimo 3 penaltys por marcar, cartões por exibir, o árbitro Bruno Paixão foi igual a si mesmo: incompetente, fraquissimo. Ainda estou para perceber tantas queixas dos elementos do Sporting quando claramente o mais prejudicado, embora ambas as equipas o tenham sido, foi claramente o FCPorto. Não sei do que fala Paulo Bento e Abel. Certamente hoje, depois de verem o jogo na TV, não diriam o mesmo que disseram ontem.

Parabéns FCPorto. Esta vitória é importante, não para a competição, não para o prestígio, mas sim para a construcção de uma equipa!

Dados do Jogo:

Sporting: Rui Patrício, Abel, Polga, Caneira, Miguel Veloso, Rochemback, Izmailov (Rodrigo Tiuí, 120), João Moutinho, Romagnoli (Pedro Silva, 68), Hélder Postiga (Yannick, 82) e Liedson.

FC Porto: Helton, Fucile (Lino, 100), Bruno Alves, Rolando, Pedro Emanuel, Fernando, Raul Meireles (Cristian Rodriguez, 56), Lucho González, Mariano González (Tomás Costa, 46), Hulk e Lisandro López.

Disciplina: Cartão amarelo para Bruno Alves (37), Pedro Emanuel (42 e 83), Caneira (55 e 67), Polga (65), Hulk (67 e 117), Liedson (74), Pedro Silva (76), Miguel Veloso (102), Abel (115), Helton (120). Cartão vermelho por acumulação para Caneira (67), Pedro Emanuel (83) e Hulk (117).

Golos: Liedson (29´); Hulk (59´)

esverdeados - Porto (fim do jogo)

November 10th, 2008

A primeira parte sofrível mas um grande sofrimento depois,

É esta a ALMA do DRAGÃO!!!

CÁ ESTAREI A APOIAR-VOS!!!!

esverdeados - Porto (fim do prolongamento)

November 10th, 2008
  • Em penaltis, tamos conversados, é a história do costume, para marcarem um a nosso favor têm que matar alguém!
  • A cotovelada do Rochemback é espectacular!
  • Já não bastava ter empatado as expulsões, tinha de dar vantagem aos esverdeados
  • Para os comentadores até a linha de que é feita a meia dos jogadores esverdeados é fora de série, e só ela em campo chegava para o Porto.

Cá continuo, a apoiar-vos!!!

esverdeados - Porto (a segunda parte)

November 9th, 2008
  • Parece que o Jesualdo lá percebeu que o mariano não tava em campo;
  • O Hulk calou os comentadores com uma bala;
  • Tenho dúvidas que não seja penalti do Polga sobre o Hulk,
  • O caneira é mal expulso!!!!! ERA PÉNALTI CLARO!!
  • A expulsão do P. Emanuel ou de outro qualquer era mais que previsivel!!!

Cá continuarei a apoiar-vos!!!

esverdeados -Porto (ao intervalo)

November 9th, 2008

Notas soltas sobre a primeira parte e abordagem ao jogo:

  • O Jesualdo não percebeu que contra os esverdeados tem que jogar com 4 no meio campo, EM 4-4-2? Aposto que é o único portista (bem, ele não é portista, por isso….) que ainda não percebeu isso;
  • O fanatismo anti-portista da TVI mete-me nojo!!! O facto de eles terem perdido as transmissões dos jogos da Liga foi ESPECTACULAR!!!
  • O Porto fez 5 faltas na primeira parte e viu dois amarelos, os esverdeados fizeram quinze e não viram nenhum. O Bruno Alves fez uma falta irrisória a meio campo e viu amarelo, o caneira cortou um contra-ataque a meio  campo e nada, o Liedson acertou com o cotovelo no Fucile, e nada, mas calma… que os violentos somos nós.
  • Quem é o Mariano? o que é aquilo em campo?

Não obstante tudo isto, vou continuar  a apoiar-los SEMPRE!!!

Dynamo Kiev 1 vs FC Porto 2

November 6th, 2008

Na antevisão deste jogo relembrei os heróis de Kiev do ano de 87 e disse que no final deste jogo teríamos de ganhar novos heróis. Pois assim foi.

À partida, Jesualdo tentou novamente uma nova fórmula de jogo. Pedro Emanuel e Tarik as grandes novidades.  Em desespero de causa opta por Pedro Emanuel para o lugar de defesa esquerdo, de tão deficitário parece estar essa função na nossa equipa, e, para definir em dúvidas o 4-3-3, assume 2 alas, com Tarik a encostar à direita.

O FC Porto entrou bem no jogo, a controlar e a pressionar, dominando a posse de bole e tentanto ter iniciativas, no entanto, na primeira ocasião de que dispuseram, os Ucranianos fizeram o golo. Uma falha da defesa, fruto de ingenuidade ou falta de agressividade defensiva de Sapunaru e/ou Rolando, possibilitou à equipa da Ucrânia adiantar-se no marcador e aumentar ainda mais a pressão para cima dos Portistas.

Mas foi a partir daí que os heróis começaram a escrever a sua história. Sem nunca ter mostrado grandes jogadas de entrosamento nem nunca apresentar uma boa organização ofensiva, com excesso de jogadas individuais, de dribles inconsequentes, de passes falhados e de desatenções quase deitavam tudo a perder, o FCPorto, no final deste jogo, acaba por ter a sorte que muitas vezes lhe faltou, ou dito de outra forma para uns mais correcta, não teve o azar que noutros jogos lhe bateu à porta.

Soubemos sofrer e, como todos sabemos, os Campeões também têm de saber sofrer.

Na segunda parte soubemos controlar o jogo, apesar do ímpeto inicial dos Ucranianos, e ir para cima do Dynamo procurando a nossa sorte. A entrada de Hulk trouxe maior mobilidade e poder ofensivo aos Dragões. Falta a este jogador saber combinar mais com Lisandro para se formar uma dupla que pode ser letal. Posteriormente, a substitução de Sapunaru e consequente entrada de Pelé para a posição de trinco, levando Fernando para defesa direito, foi um factor preponderante para o desenrolar do jogo. Pelé mostrou ser um trinco com mais qualidades do que Fernando. Enquanto que Fernando tem mostrado ser um trinco puramente defensivo, Pelé, provavelmente fruto de uma maior experiência e confiança, foi um trinco mais acutilante, iniciando logo nos seus pés o ataque do FC Porto. Na minha opinião um jogador para o 11 titular.

Quanto aos golos portistas, o primeiro surge num cabeceamento fulgurante de Rolando que surge oportuno da área após livre de Meireles. Este golo surge numa altura de menor ímpeto do FC Porto  e depois de uma bola no poste da baliza de Helton, que regressou bem à sua posição, mas, cá esteve a sorte que faltou noutras ocasiões. O segundo golo, já depois da hora, caidínho do céu, numa jogada rápida de contra ataque em que Lisandro assiste na perfeição Lucho, foi a explosão de alegria de uma reviravolta que se mostrou mesmo heróica. A dupla argentina, apesar de muito apagada, voltou a ser novamente preponderante na vitória Portista.

De sublinhar a clara baixa de forma de Lucho Gonzalez e mesmo a sua falta de vigôr físico que foram notórias sobretudo na 2ªparte - ainda assim correu umas boas dezenas de metros para enconstar o pé à bola a concluir assistência de Lisandro  no 2ºgolo. Ainda assim, Jesualdo não pode dispensar o seu génio de meio-campo com esperanças que saque um coelho da cartola.

Uma palavra para o árbitro: um desnecessário protagonista pela negativa. Não marcando faltas óbvias e assinalando-as noutras ocasiões de menos razão. Pena o segundo cartão amarelo mostrado a Lucho na sua naturalissima e humana manifestação de alegria no momento do 2º golo, o que impossibilita o Comandante Argentino de defrontar os turcos em Istambul no dia 25 de Novembro.  São daquelas regras que quem as concebeu, certamente nunca jogou futebol.

Em relação à Champions, a luta pela passagem ganha um novo fôlego, o FC Porto soube dar o corpo às balas e sair de Kiev com o resultado que pretendia. Quanto ao futebol praticado isso já é outra história e muito há ainda para fazer se queremos vencer o campeonato e sair bem sucedido noutras competições.

Dados do Jogo:

Estádio Valery Lobanovskiy, Kiev

Árbitro:Konrad Plautz, da Áustria

Dínamo de Kiev:Stanislav Bogush, Betão, Taras Mikhalik, Pape Diakhate, Badr El Kaddouri, Ognjen Vukojevic, Roman Eremenko, Olexandr Aliyev, Tiberiu Ghioane (Ismael Bangoura, 60), Andriy Nesmachniy e Artem Milevskiy.

FC Porto:Helton, Sapunaru (Pelé, 68), Bruno Alves, Rolando, Pedro Emanuel (Lino, 78), Fernando, Raul Meireles, Lucho Gonzalez, Tarik Sektioui (Hulk, 46), Cristian Rodriguez e Lisandro Lopez.

Golos: Milevskiy (20´); Rolando (69´); Lucho (92´)

Disciplina:Cartão amarelo para Badr El Kaddouri (30), Pedro Emanuel (57), Hulk (58), Cristian Rodriguez (84) e Lucho Gonzalez (87 e 93). Cartão vermelho, por acumulação de cartões amarelos, para Lucho Gonzalez (93).

Naval 1º Maio 1 vs FC Porto 0

November 2nd, 2008

E a história volta a repetir-se. Numa exibição muito fraca o FC Porto afundou-se numa batalha Naval.

Jesualdo queixou-se de falta de sorte no final do jogo. Concordo. No entanto essa falta de sorte não explica nem metade do que é este momento o FC Porto a jogar. Uma equipa sem alegria, sem soluções, permissiva e com todos os jogadores em baixa. Sim, porque neste jogo ninguém se safou!

Em todo o jogo de ontem, o FC Porto criou somente 3/4 oportunidades de golo. Na primeira de todas, Lisandro falha escândalosamente em frente ao Guarda-redes, com o resultado ainda em 0-0. Mais uma vez digo. Com a quantidade de golos fáceis que temos vindo a falhar as coisas podiam ser diferentes. Mas não lhe chamo falta de sorte como Jesualdo. Chamo aselhice.

Depois, com o desespero, vem a  falta de soluções. O FC Porto passou o jogo todo sem saber o que fazer á bola. Chutava a bola para a frente, para um falso extremo (Tomas Costa) que não tem apetência para o lugar. Ele é um médio não um extremo e Jesualdo não percebe isso? Como tambémnão percebe que com estes jogadores tem de jogar com dois avançados fixos. Rodriguez na ala, vai desequilibrar e centrar para quem? Para o baixinho Lisandro não chegar a uma única bola de cabeça?

Com estes jogadores temos de jogar com a bola controlada e ter dois homens fixos na frente. Aliás viu-se a diferença entre Tomás Costa/Rodriguez e Hulk/Tarik. Os segundos criaram bem mais perigo com os cruzamentos feitos em poucos minutos, que os outros dois no resto do jogo.

A baixa de forma também é evidente em toda a equipa, com especial atenção para o meio campo onde Lucho e Meireles não conseguem construir jogo de ataque. A defesa é o que se vê, e o ataque está demasiado desapoiado para construir oportunidades de golos.

Sinceramente não sei onde isto vai parar, mas a paciência começa a esgotar-se. Desde 2005, na desesperante época de Couceiro/ Fernandez, onde o Porto jogava o pior futebol dos últimos anos, que as coisas não corriam como agora. De facto quando o Porto perde e já nem ligámos é porque algo vai muito mal.

A série de jogos que aí vem: Dinamo fora (Champions), Sporting fora (Taça) e Guimaráes em casa (Liga) vão certamente definir o destino de Jesualdo. Não se auguram grandes tempos…

 

Dados do Jogo:

Estádio José Bento Pessoa, na Figueira da Foz

Árbitro: Pedro Henriques (AF Lisboa)

Naval: Peiser; Carlitos, Paulão «cap.», Diego Ângelo, Daniel (Godemeche, 59`m), ; Lazaroni, Baradji e Alex; Davide (Michel, 77`m), Bolívia e Marinho.

F.C. Porto: Nuno; Sapunaru, Rolando, Bruno Alves, Benítez (Hulk, 46`m) ; Fernando, Raul Meireles, Tomás Costa (Pelé,71`m), Lucho; Rodríguez (Tarik, 59`m), Lisandro.

Disciplina: Cartão amarelo a Lazaroni (70 min) e Pelé (90 min)

Marcadores: Daniel (54 min)

FC Porto 2 vs Leixões 3

October 26th, 2008

Dados do Jogo:

Árbitro: Paulo Baptista (AF Portalegre)

F.C. PORTO: Nuno; Sapunaru (Mariano, 64´m), Rolando, Bruno Alves e Lino (Candeias, 32´m); Raul Meireles, Tomás Costa e Lucho «cap.»; Hulk, Lisandro e Rodríguez (Farías, 75´m)

LEIXÕES SC: Beto; Vasco Fernandes, Joel, Elvis e Laranjeiro; Bruno China «cap.», Hugo Morais, Roberto Sousa e Braga (Sandro, 88´m); Diogo Valente (Zé Manel, 62´m) e Marques (Roberto, 72´m)

Marcadores: Bruno China (3m), Braga (29m), Lucho (36m g.p.), Lisandro (61m) e Braga (79m)

Disciplina: Cartão amarelo a Joel (35m), Lisandro (37m), Sapunaru (64m), Braga (76m), Elvis (77m) e Beto (90m)

Um passo atrás…

October 22nd, 2008

O FC Porto jogou ontem a 3ªjornada da Liga dos Campeões, fase de grupos, e terminou como certamente nenhum adepto do FC Porto pensava: derrota em casa frente ao Dinamo de Kiev

Nem sei o que dizer sobre este jogo, de tão triste que estou. Mas não será difícil resumir o jogo:

  • O FC Porto jogou muito pouco, para um Dinamo de Kiev que veio fazer o seu jogo baseado no contra-ataque, e perdeu num lance de bola parada.

O FC Porto, para espanto de muitos e em relação à fórmula vitoriosa que resultou com o Sporting, entrou em campo novamente com novidades. Mariano voltava ao onze…. De resto, Nuno na baliza por indisponibilidade de Helton, e Lino à esquerda, por lesão de Fucile e incapacidade de Benitez.

Nos primeiros 15m, o FC Porto fez o que se espera dele e o que todos os adversários já sabem: partiu para cima do Dinamo de Kiev e até teve algumas oportunidades para marcar. Passados os 15/20m iniciais, quando o adversário começa a acertar marcações e o fulgor inicial se esvai dos músculos dos nossos jogadores, o FC Porto perde ímpeto.

Poucos minutos passavam destes 20m iniciais quando o Dinamo faz o seu golo, de um livre directo no lado esquerdo, num portentoso remate cujo efeito da bola “trai” Nuno Espírito Santo.

No nosso próprio estádio, perante o publico portista, demos um passo atrás no jogo.

Outrora, isto era sinal de reviravolta e de enorme sagacidade por parte da equipa. Lembro de, há uns anos, o FCPorto começar a perder e os seus jogadores, arregaçarem as mangas, encherem o peito de ar e partir para cima do adversário. Tal era a força deste ataque que grande parte deles cediam e a reviravolta dava-se no marcador.

Ontem isto não aconteceu. Porque a equipa não é a mesma. A mentalidade não é a mesma. Os líderes não são os mesmos. A Psicologia não é a mesma.

O FC Porto tentou procurar reestabelecer o empate… mas foi sempre uma equipa presa de ideias. Limitada em alguns artistas que, ora ainda não despoletaram, ora teimam em não mostrar o que valem há anos.

Mariano é um elemento a menos: pode até ser bom tacticamente porque transforma um falso 4-3-3 num 4-4-2, dando-lhe mais dimensão de meio-campo. No entanto, a verdade é que foi, na maior parte das vezes, inconsequente, tendo más recepções de bola que comprometiam o desenvolver do ataque. Muito melhor esteve Tomaz Costa, que também resultou muito melhor no jogo em Alvalade. Mas o Professor teimou em tirar Mariano. Ainda insistiu com ele 15m, vá-se lá perceber porquê. Ao intervalo tirou o pêndulo importante na consistência defensiva do FC Porto, Fernando, que estava a jogar bem, para meter Hulk, arrastando Raul Meireles, que não é trinco, para essa posição. E bem que Raul Meireles provou que não é trinco neste jogo. Algumas vezes o Dinamo trocava a bola no meio do terreno, já à frente da área de Nuno, e faltava ali um verdadeiro trinco para cortar o jogo. É claro q o Professor, ao tirar Fernando e deixando no seu lugar Raul Meireles, estava a dar um claro sinal ofensivo à equipa, mas um sinal não tem necessariamente que ter resultados, como se viu. Era preferível tirar o próprio Meireles e deixar Fernando, a fazer o que fez.

Hulk, foi ele próprio. Cheio de força e de fulgor, por vezes inconsequente e demasiado individualista. Aquelas boas inversões da direita para o meio que ele tão bem faz, não têm necessariamente que culminar com um remate. Se ele levantasse a cabeça via que o Lisandro está preparado para fazer a diagonal do lado inverso e aparecer no meio sozinho… mas Hulk ainda se mostra muito “menino”. Lisandro estava fulo com ele!

Passados 10m de jogo na 2ªparte, tirou Rodriguez, um elemento que ainda não justificou metade do que aufere por ano no FC Porto, metendo o saudoso Tarik, que nos seus primeiros 10m de jogo, deu logo um ar da sua graça e da sua inteligência de jogo. Foi muito combativo, tentou vir buscar jogo atrás, mas o Dinamo fechou-se com 11 elementos atrás da bola.

Por fim, o Professor lá resolveu remover o cancro da equipa, Mariano, fazendo entrar o necessário-desde-o-inicio Tomaz Costa, que, logo no capítulo da recepção de bola deu uma lição ao seu substituido.

Mas a perder desde o minuto 27 de jogo, o FC Porto nunca mostrou ter ideias para abrir a muralha de Kiev. Sobretudo na 2ªparte, em que se cavou um fosso no meio campo, com os jogadores todos a quererem ir para a frente, sem muita ordem ou organização. Até Lisandro veio fazer a posição 10 para tentar organizar mais o meio-campo…. tal era o desespero da organização ofensiva.

Uma palavra para Lisandro Lopez, que foi talvez único homem que realmente se salvou na derrocada Portista e que foi o que sempre mostrou ser: um grande jogador.

O Dinamo não mereceu ganhar. Nada fez para o merecer, mas aproveitou a sua oportunidade e marcou. O FC Porto nunca se soube impor devidamente, nunca impôs o seu jogo, não teve classe, jogou mais com o coração do que com a cabeça. Demos um enorme passo atrás na classificação para os oitavos-de-final. Por mais optimistas que queiramos ser, ganhar em Kiev e em Istambul é difícil, e ganhar ao Arsenal em casa, idem.

O resultado do jogo de ontem não é justo para o FC Porto e para os jogadores, mas é justo para um treinador que já mostra claros sinais de desgaste no seio da família Portista.

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