Estádio Dragão

esverdeados -Porto (ao intervalo)

November 9th, 2008

Notas soltas sobre a primeira parte e abordagem ao jogo:

  • O Jesualdo não percebeu que contra os esverdeados tem que jogar com 4 no meio campo, EM 4-4-2? Aposto que é o único portista (bem, ele não é portista, por isso….) que ainda não percebeu isso;
  • O fanatismo anti-portista da TVI mete-me nojo!!! O facto de eles terem perdido as transmissões dos jogos da Liga foi ESPECTACULAR!!!
  • O Porto fez 5 faltas na primeira parte e viu dois amarelos, os esverdeados fizeram quinze e não viram nenhum. O Bruno Alves fez uma falta irrisória a meio campo e viu amarelo, o caneira cortou um contra-ataque a meio  campo e nada, o Liedson acertou com o cotovelo no Fucile, e nada, mas calma… que os violentos somos nós.
  • Quem é o Mariano? o que é aquilo em campo?

Não obstante tudo isto, vou continuar  a apoiar-los SEMPRE!!!

Dynamo Kiev 1 vs FC Porto 2

November 6th, 2008

Na antevisão deste jogo relembrei os heróis de Kiev do ano de 87 e disse que no final deste jogo teríamos de ganhar novos heróis. Pois assim foi.

À partida, Jesualdo tentou novamente uma nova fórmula de jogo. Pedro Emanuel e Tarik as grandes novidades.  Em desespero de causa opta por Pedro Emanuel para o lugar de defesa esquerdo, de tão deficitário parece estar essa função na nossa equipa, e, para definir em dúvidas o 4-3-3, assume 2 alas, com Tarik a encostar à direita.

O FC Porto entrou bem no jogo, a controlar e a pressionar, dominando a posse de bole e tentanto ter iniciativas, no entanto, na primeira ocasião de que dispuseram, os Ucranianos fizeram o golo. Uma falha da defesa, fruto de ingenuidade ou falta de agressividade defensiva de Sapunaru e/ou Rolando, possibilitou à equipa da Ucrânia adiantar-se no marcador e aumentar ainda mais a pressão para cima dos Portistas.

Mas foi a partir daí que os heróis começaram a escrever a sua história. Sem nunca ter mostrado grandes jogadas de entrosamento nem nunca apresentar uma boa organização ofensiva, com excesso de jogadas individuais, de dribles inconsequentes, de passes falhados e de desatenções quase deitavam tudo a perder, o FCPorto, no final deste jogo, acaba por ter a sorte que muitas vezes lhe faltou, ou dito de outra forma para uns mais correcta, não teve o azar que noutros jogos lhe bateu à porta.

Soubemos sofrer e, como todos sabemos, os Campeões também têm de saber sofrer.

Na segunda parte soubemos controlar o jogo, apesar do ímpeto inicial dos Ucranianos, e ir para cima do Dynamo procurando a nossa sorte. A entrada de Hulk trouxe maior mobilidade e poder ofensivo aos Dragões. Falta a este jogador saber combinar mais com Lisandro para se formar uma dupla que pode ser letal. Posteriormente, a substitução de Sapunaru e consequente entrada de Pelé para a posição de trinco, levando Fernando para defesa direito, foi um factor preponderante para o desenrolar do jogo. Pelé mostrou ser um trinco com mais qualidades do que Fernando. Enquanto que Fernando tem mostrado ser um trinco puramente defensivo, Pelé, provavelmente fruto de uma maior experiência e confiança, foi um trinco mais acutilante, iniciando logo nos seus pés o ataque do FC Porto. Na minha opinião um jogador para o 11 titular.

Quanto aos golos portistas, o primeiro surge num cabeceamento fulgurante de Rolando que surge oportuno da área após livre de Meireles. Este golo surge numa altura de menor ímpeto do FC Porto  e depois de uma bola no poste da baliza de Helton, que regressou bem à sua posição, mas, cá esteve a sorte que faltou noutras ocasiões. O segundo golo, já depois da hora, caidínho do céu, numa jogada rápida de contra ataque em que Lisandro assiste na perfeição Lucho, foi a explosão de alegria de uma reviravolta que se mostrou mesmo heróica. A dupla argentina, apesar de muito apagada, voltou a ser novamente preponderante na vitória Portista.

De sublinhar a clara baixa de forma de Lucho Gonzalez e mesmo a sua falta de vigôr físico que foram notórias sobretudo na 2ªparte - ainda assim correu umas boas dezenas de metros para enconstar o pé à bola a concluir assistência de Lisandro  no 2ºgolo. Ainda assim, Jesualdo não pode dispensar o seu génio de meio-campo com esperanças que saque um coelho da cartola.

Uma palavra para o árbitro: um desnecessário protagonista pela negativa. Não marcando faltas óbvias e assinalando-as noutras ocasiões de menos razão. Pena o segundo cartão amarelo mostrado a Lucho na sua naturalissima e humana manifestação de alegria no momento do 2º golo, o que impossibilita o Comandante Argentino de defrontar os turcos em Istambul no dia 25 de Novembro.  São daquelas regras que quem as concebeu, certamente nunca jogou futebol.

Em relação à Champions, a luta pela passagem ganha um novo fôlego, o FC Porto soube dar o corpo às balas e sair de Kiev com o resultado que pretendia. Quanto ao futebol praticado isso já é outra história e muito há ainda para fazer se queremos vencer o campeonato e sair bem sucedido noutras competições.

Dados do Jogo:

Estádio Valery Lobanovskiy, Kiev

Árbitro:Konrad Plautz, da Áustria

Dínamo de Kiev:Stanislav Bogush, Betão, Taras Mikhalik, Pape Diakhate, Badr El Kaddouri, Ognjen Vukojevic, Roman Eremenko, Olexandr Aliyev, Tiberiu Ghioane (Ismael Bangoura, 60), Andriy Nesmachniy e Artem Milevskiy.

FC Porto:Helton, Sapunaru (Pelé, 68), Bruno Alves, Rolando, Pedro Emanuel (Lino, 78), Fernando, Raul Meireles, Lucho Gonzalez, Tarik Sektioui (Hulk, 46), Cristian Rodriguez e Lisandro Lopez.

Golos: Milevskiy (20´); Rolando (69´); Lucho (92´)

Disciplina:Cartão amarelo para Badr El Kaddouri (30), Pedro Emanuel (57), Hulk (58), Cristian Rodriguez (84) e Lucho Gonzalez (87 e 93). Cartão vermelho, por acumulação de cartões amarelos, para Lucho Gonzalez (93).

Naval 1º Maio 1 vs FC Porto 0

November 2nd, 2008

E a história volta a repetir-se. Numa exibição muito fraca o FC Porto afundou-se numa batalha Naval.

Jesualdo queixou-se de falta de sorte no final do jogo. Concordo. No entanto essa falta de sorte não explica nem metade do que é este momento o FC Porto a jogar. Uma equipa sem alegria, sem soluções, permissiva e com todos os jogadores em baixa. Sim, porque neste jogo ninguém se safou!

Em todo o jogo de ontem, o FC Porto criou somente 3/4 oportunidades de golo. Na primeira de todas, Lisandro falha escândalosamente em frente ao Guarda-redes, com o resultado ainda em 0-0. Mais uma vez digo. Com a quantidade de golos fáceis que temos vindo a falhar as coisas podiam ser diferentes. Mas não lhe chamo falta de sorte como Jesualdo. Chamo aselhice.

Depois, com o desespero, vem a  falta de soluções. O FC Porto passou o jogo todo sem saber o que fazer á bola. Chutava a bola para a frente, para um falso extremo (Tomas Costa) que não tem apetência para o lugar. Ele é um médio não um extremo e Jesualdo não percebe isso? Como tambémnão percebe que com estes jogadores tem de jogar com dois avançados fixos. Rodriguez na ala, vai desequilibrar e centrar para quem? Para o baixinho Lisandro não chegar a uma única bola de cabeça?

Com estes jogadores temos de jogar com a bola controlada e ter dois homens fixos na frente. Aliás viu-se a diferença entre Tomás Costa/Rodriguez e Hulk/Tarik. Os segundos criaram bem mais perigo com os cruzamentos feitos em poucos minutos, que os outros dois no resto do jogo.

A baixa de forma também é evidente em toda a equipa, com especial atenção para o meio campo onde Lucho e Meireles não conseguem construir jogo de ataque. A defesa é o que se vê, e o ataque está demasiado desapoiado para construir oportunidades de golos.

Sinceramente não sei onde isto vai parar, mas a paciência começa a esgotar-se. Desde 2005, na desesperante época de Couceiro/ Fernandez, onde o Porto jogava o pior futebol dos últimos anos, que as coisas não corriam como agora. De facto quando o Porto perde e já nem ligámos é porque algo vai muito mal.

A série de jogos que aí vem: Dinamo fora (Champions), Sporting fora (Taça) e Guimaráes em casa (Liga) vão certamente definir o destino de Jesualdo. Não se auguram grandes tempos…

 

Dados do Jogo:

Estádio José Bento Pessoa, na Figueira da Foz

Árbitro: Pedro Henriques (AF Lisboa)

Naval: Peiser; Carlitos, Paulão «cap.», Diego Ângelo, Daniel (Godemeche, 59`m), ; Lazaroni, Baradji e Alex; Davide (Michel, 77`m), Bolívia e Marinho.

F.C. Porto: Nuno; Sapunaru, Rolando, Bruno Alves, Benítez (Hulk, 46`m) ; Fernando, Raul Meireles, Tomás Costa (Pelé,71`m), Lucho; Rodríguez (Tarik, 59`m), Lisandro.

Disciplina: Cartão amarelo a Lazaroni (70 min) e Pelé (90 min)

Marcadores: Daniel (54 min)

FC Porto 2 vs Leixões 3

October 26th, 2008

Dados do Jogo:

Árbitro: Paulo Baptista (AF Portalegre)

F.C. PORTO: Nuno; Sapunaru (Mariano, 64´m), Rolando, Bruno Alves e Lino (Candeias, 32´m); Raul Meireles, Tomás Costa e Lucho «cap.»; Hulk, Lisandro e Rodríguez (Farías, 75´m)

LEIXÕES SC: Beto; Vasco Fernandes, Joel, Elvis e Laranjeiro; Bruno China «cap.», Hugo Morais, Roberto Sousa e Braga (Sandro, 88´m); Diogo Valente (Zé Manel, 62´m) e Marques (Roberto, 72´m)

Marcadores: Bruno China (3m), Braga (29m), Lucho (36m g.p.), Lisandro (61m) e Braga (79m)

Disciplina: Cartão amarelo a Joel (35m), Lisandro (37m), Sapunaru (64m), Braga (76m), Elvis (77m) e Beto (90m)

Um passo atrás…

October 22nd, 2008

O FC Porto jogou ontem a 3ªjornada da Liga dos Campeões, fase de grupos, e terminou como certamente nenhum adepto do FC Porto pensava: derrota em casa frente ao Dinamo de Kiev

Nem sei o que dizer sobre este jogo, de tão triste que estou. Mas não será difícil resumir o jogo:

  • O FC Porto jogou muito pouco, para um Dinamo de Kiev que veio fazer o seu jogo baseado no contra-ataque, e perdeu num lance de bola parada.

O FC Porto, para espanto de muitos e em relação à fórmula vitoriosa que resultou com o Sporting, entrou em campo novamente com novidades. Mariano voltava ao onze…. De resto, Nuno na baliza por indisponibilidade de Helton, e Lino à esquerda, por lesão de Fucile e incapacidade de Benitez.

Nos primeiros 15m, o FC Porto fez o que se espera dele e o que todos os adversários já sabem: partiu para cima do Dinamo de Kiev e até teve algumas oportunidades para marcar. Passados os 15/20m iniciais, quando o adversário começa a acertar marcações e o fulgor inicial se esvai dos músculos dos nossos jogadores, o FC Porto perde ímpeto.

Poucos minutos passavam destes 20m iniciais quando o Dinamo faz o seu golo, de um livre directo no lado esquerdo, num portentoso remate cujo efeito da bola “trai” Nuno Espírito Santo.

No nosso próprio estádio, perante o publico portista, demos um passo atrás no jogo.

Outrora, isto era sinal de reviravolta e de enorme sagacidade por parte da equipa. Lembro de, há uns anos, o FCPorto começar a perder e os seus jogadores, arregaçarem as mangas, encherem o peito de ar e partir para cima do adversário. Tal era a força deste ataque que grande parte deles cediam e a reviravolta dava-se no marcador.

Ontem isto não aconteceu. Porque a equipa não é a mesma. A mentalidade não é a mesma. Os líderes não são os mesmos. A Psicologia não é a mesma.

O FC Porto tentou procurar reestabelecer o empate… mas foi sempre uma equipa presa de ideias. Limitada em alguns artistas que, ora ainda não despoletaram, ora teimam em não mostrar o que valem há anos.

Mariano é um elemento a menos: pode até ser bom tacticamente porque transforma um falso 4-3-3 num 4-4-2, dando-lhe mais dimensão de meio-campo. No entanto, a verdade é que foi, na maior parte das vezes, inconsequente, tendo más recepções de bola que comprometiam o desenvolver do ataque. Muito melhor esteve Tomaz Costa, que também resultou muito melhor no jogo em Alvalade. Mas o Professor teimou em tirar Mariano. Ainda insistiu com ele 15m, vá-se lá perceber porquê. Ao intervalo tirou o pêndulo importante na consistência defensiva do FC Porto, Fernando, que estava a jogar bem, para meter Hulk, arrastando Raul Meireles, que não é trinco, para essa posição. E bem que Raul Meireles provou que não é trinco neste jogo. Algumas vezes o Dinamo trocava a bola no meio do terreno, já à frente da área de Nuno, e faltava ali um verdadeiro trinco para cortar o jogo. É claro q o Professor, ao tirar Fernando e deixando no seu lugar Raul Meireles, estava a dar um claro sinal ofensivo à equipa, mas um sinal não tem necessariamente que ter resultados, como se viu. Era preferível tirar o próprio Meireles e deixar Fernando, a fazer o que fez.

Hulk, foi ele próprio. Cheio de força e de fulgor, por vezes inconsequente e demasiado individualista. Aquelas boas inversões da direita para o meio que ele tão bem faz, não têm necessariamente que culminar com um remate. Se ele levantasse a cabeça via que o Lisandro está preparado para fazer a diagonal do lado inverso e aparecer no meio sozinho… mas Hulk ainda se mostra muito “menino”. Lisandro estava fulo com ele!

Passados 10m de jogo na 2ªparte, tirou Rodriguez, um elemento que ainda não justificou metade do que aufere por ano no FC Porto, metendo o saudoso Tarik, que nos seus primeiros 10m de jogo, deu logo um ar da sua graça e da sua inteligência de jogo. Foi muito combativo, tentou vir buscar jogo atrás, mas o Dinamo fechou-se com 11 elementos atrás da bola.

Por fim, o Professor lá resolveu remover o cancro da equipa, Mariano, fazendo entrar o necessário-desde-o-inicio Tomaz Costa, que, logo no capítulo da recepção de bola deu uma lição ao seu substituido.

Mas a perder desde o minuto 27 de jogo, o FC Porto nunca mostrou ter ideias para abrir a muralha de Kiev. Sobretudo na 2ªparte, em que se cavou um fosso no meio campo, com os jogadores todos a quererem ir para a frente, sem muita ordem ou organização. Até Lisandro veio fazer a posição 10 para tentar organizar mais o meio-campo…. tal era o desespero da organização ofensiva.

Uma palavra para Lisandro Lopez, que foi talvez único homem que realmente se salvou na derrocada Portista e que foi o que sempre mostrou ser: um grande jogador.

O Dinamo não mereceu ganhar. Nada fez para o merecer, mas aproveitou a sua oportunidade e marcou. O FC Porto nunca se soube impor devidamente, nunca impôs o seu jogo, não teve classe, jogou mais com o coração do que com a cabeça. Demos um enorme passo atrás na classificação para os oitavos-de-final. Por mais optimistas que queiramos ser, ganhar em Kiev e em Istambul é difícil, e ganhar ao Arsenal em casa, idem.

O resultado do jogo de ontem não é justo para o FC Porto e para os jogadores, mas é justo para um treinador que já mostra claros sinais de desgaste no seio da família Portista.

FC Porto 0 vs Dynamo Kyiv 1

October 22nd, 2008

Dados do Jogo:

Árbitro: Terje Hauge (Noruega)

FC Porto: Nuno, Sapunaru, Bruno Alves, Rolando, Lino, Fernando (Hulk, 46), Raul Meireles, Lucho, Rodríguez (Sektioui, 62), Lisandro, Mariano (Tomás Costa, 68).

Dynamo Kyiv: Bogush, Betão, Diakhaté, Mykhalyk, Nesmachnyy, Vukojevi, Ghioane (Eremenko, 60), El Kaddouri, Ninkovi (Asatiani, 83), Aliyev, Bangoura (Milevskyy, 46).

Golo: Aliyev (27)

Disciplina: Rolando (65); Nesmachnyy (32)

Sertanense 0 vs FC Porto 4

October 19th, 2008

Dados do Jogo:

Campo de Jogos Dr. Marques dos Santos, na Sertã

Árbitro: Cosme Machado (Braga)

SERTANENSE: Fábio; Tiago (Anderson, 63´m), Salgueiro «cap» (Diego Campos, 61´m), Pedro Miguel e Américo; Leandro, Bruno Xavier e Filipe Avelar (Fernandinho, 69´m); Farinha, Joca e Baba

F.C. PORTO: Nuno, Tomás Costa, Stepanov, Pedro Emanuel «cap» e Benitez (Bolatti, 32´m); Mariano (Tengarrinha, 76´m), Pelé e Lino; Sektioui (Candeias, 62´m), Farías e Hulk

Marcadores: Sektioui (45m), Farías (59 e 74m), Diego Campos (77m, autogolo)

Disciplina: cartão amarelo a Leandro (30m), Salgueiro (37m), Joca (52m), Hulk (79m), Pelé (82m), Pedro Miguel (84m), Tengarrinha (89m)

Sporting CP 1 vs FC Porto 2

October 5th, 2008

A Atitude voltou!

A equipa do FC Porto voltou às grandes vitórias e ao seu lugar natural, o topo da classificação da liga portuguesa, com uma vitória sobre o seu rival directo.

Numa semana muito difícil de ser gerida, dada a pesada derrota de Londres, os jogadores do FC Porto souberam mostrar em campo aquilo de nós tinhamos aqui pedido na antevisão do clássico: Atitude. De facto a equipa subiu ao relvado na predisposição de ser um colectivo de sacrifício , como muito bem referiu Jesualdo, e fez precisamente o que aqui também já referira: a necessidade de vencer a luta do meio campo. E foi precisamente neste ponto, que Jesualdo tantas vezes tinha falhado, que desta vez acertou na “mouche”.

O jogo desta noite foi ganho numa simples alteração de marcação homem a homem. O facto de Tomás Costa ter marcado João Moutinho fez com que claramente o jogo do Sporting fosse menos perigoso e permitisse à equipa comandar as operações do meio campo. Porquê? Porque Tomás foi agressivo, obrigou J. Moutinho a procurar soluções, e fez com que a bola tivesse de ser circulada pelos diversos elementos do meio campo. Nessa mesma circulação de bola, Meireles e Lucho foram também eles importantes na recuperação e no corte de linhas de passe. O meio campo funcionou bem e os contra ataques saíram bem mais certeiros e apoiados do que em Londres.

Depois de um início de jogo em que as duas equipas mostraram querer vencer a partida foi o FC Porto que foi mais feliz. Numa grande recuperação de bola de Tomás Costa, e após um centro para a área do Sporting, Raul Meireles remata para a baliza. A bola ressalta em M. Veloso e fica á mercê de Lisandro, que mesmo em frente ao gurdião leonino não falha e marca o primeiro.

O Sporting vai atrás do prejuízo e Tomás Costa comete grande penalidade sobre Moutinho. O jogador portista toca com a mão no médio do Sporting cai na área. O sportinguista converte perante Nuno impotente para travar o lance.

O FC Porto não esmorece, mostra a tal atitude já falada e carrega. Numa jogada de mestria de Lisandro, um verdadeiro tanque na frente portista, o avançado argentino sofre falta á entrada da área. Na conversão Bruno Alves atira sem hipóteses para Rui Patrício que ficou a ver a rede a abanar.

Até ao final da primeira parte o FC Porto soube controlar a partida e várias vezes sair para o contra ataque com perigo.

Na segunda parte, como já era esperado, o FC Porto teve de sofrer mais. A equipa do Sporting procurava com os seus avançados rápidos procurar o golo, tentando sempre através dos mergulhos para a relva “sacar” faltas aos Portistas.

No entanto, tivemos uma defesa brilhantemente comandada por Bruno Alves. Para além do golo apontado, foi gigante a cortar as bolas pelo ar, foi inteligente a fazer certas faltas e foi perspicaz na forma de sair a jogar com a bola nos pés. O regresso de Fucile ao onze (como também tínhamos sugerido) veio também  solidificar a defesa que tem claramente em Sapunaru o seu ele mais fraco. Na baliza, em grande nível, esteve também Nuno. Tal como já nos habituou esteve muito bem a defender entre os postes e acima de tudo deu-nos algo que Helton nos últimos tempos falhava claramente: uma maior segurança na saída dos postes. Para mim Nuno é para manter na baliza!

Mais para a frente um bom remate de Rodiguez que quase fazia o terceiro portista e após a entrada de Hulk um maior índole ofensivo Portista. Hulk fez o que quis de Pereirinha no lado esquerdo do ataque portista.

Neste jogo é de ressalvar a atitude de Lisandro, uma vez mais incansável, de Nuno uma voz de comando e uma mais valia, e Bruno Alves, exímio a defender. Uma nota também para o jogo de Rodríguez. Quanto a mim fez o melhor jogo com a camisola do FC Porto. Soube sair coma  bola nos pés, criar desequilíbrios e jogar mais com os companheiros. Quanto a Lucho é evidente que não está bem. É um jogador essencial do jogo portista mas está claramente em sub-rendimento, comprovado pela saída forçada, não sei se por cansaço ou lesão.

Uma excelente vitória em Alvalade, que nos permite suspirar de alívio depois de uma fase mais negra. Jesualdo pede mais tempo para por a equipa a jogar e a criar mais rotinas de jogo, vamos esperar pelos próximos episódios, na verdade porém que neste jogo soubemos ter a atitude e a mestria de campeões.

 

 

Dados do Jogo:

Árbitro: Lucílio Baptista (Setúbal).

Sporting- Rui Patrício, Abel (Romagnoli, 66), Tonel, Polga, Grimi (Pereirinha, 46), Miguel Veloso, Rochemback, João Moutinho, Yannick, Derlei e Hélder Postiga (Liedson, 66).

FC Porto- Nuno, Sapunaru, Rolando, Bruno Alves, Fucile, Fernando, Raul Meireles, Lucho Gonzalez (Guarín, 83), Tomás Costa (Mariano, 58), Cristian Rodriguez (Hulk, 73) e Lisandro Lopez.

Golos:Lisandro, 18´m; J. Moutinho, 28´m; Bruno Alves, 31´m

Disciplina:Cartão amarelo para Lucho Gonzalez (21), Abel (32), Pereirinha (51), Tomás Costa (55), Derlei (59), Sapunaru (59), Liedson (80) e Lisandro López (89).

Arsenal FC 4 vs FC Porto 0

September 30th, 2008

Exibição Desastrosa em Londres

O FC Porto viveu hoje uma noite de pesadelo em Londres, com uma exibição decepcionante que conduziu à pesada derrota por 4-0 frente ao Arsenal, perdendo para os “gunners” a liderança no Grupo G da Liga dos Campeões em futebol.

A equipa Portista entrou neste jogo com o claro intuito de o empatar, e nunca com o intuito de vencer, tal como Jesualdo tinha prometido. Foi uma equipa fechada atrás do meio campo, apostada no contra ataque, mas sem armas nem soluções para tal.

Os Dragões foram completamente encostados ao longo dos 90´m á sua área, fruto das constantes movimentações e rapidez dos atacantes adversários. Os Portistas até podiam ter mudado o rumo do jogo, quando na única jogada rápida de contra ataque Tomás Costa cruzou para o cabeceamento de Cristian Rodriguez, que fez a bola bater no chão e ainda tocar na trave antes de sair.

Depois disso Lisando disparou de fora da área e obrigou Almunia a defesa apertada para canto e, na sequencia deste, o avançado argentino teve a bola na pequena área, mas não rematou nas melhores condições, tendo Clichy salvo sobre o risco.

Quando o FC Porto parecia crescer, o Arsenal fez dois golos em apenas nove minutos, o primeiro dos quais com Fabregas, aos 31 minutos, a isolar Adebayor, que esperou para servir Van Persie para 1-0. Depois disso o FC Porto desconcentrou e permitiu na sequência de um canto que Adebayor aumentasse a vantangem.

Após o intervalo Jesualdo mandar entrar Lucho mas a equipa não mais se encontrou. Passes falhados, ataques inconsequentes e a defesa demasiado permissiva estiveram na base de um avolumar da derrota e de uma exibição paupérrima. Jesualdo tem muito que trabalhar até que esta equipa mostre argumentos apra ombrear com alguém da craveira do Arsenal.

E mais não digo porque de facto foi mau de mais para ser verdade…

Dados do Jogo:

Estádio: Emirates, em Londres
Árbitro: Herbert Fandel (Alemanha)

Arsenal: Almunia, Sagna, Touré, Gallas, Clichy, Denilson, Fabregas, Nasri (Eboué, 65), Walcott (Vela, 72), Van Persie (Bendtner, 65) e Adebayor.

FC Porto: Helton, Sapunaru, Bruno Alves, Rolando, Benítez, Fernando (Lucho González, 46), Guarín, Raul Meireles (Hulk, 64), Tomás Costa, Rodriguez (Candeias, 79) e Lisandro.

Golos: Van Persie 31´, Adebayor 40´, Van Persie 48´, Adebayor 71´ (pen)

Disciplina: cartão amarelo para Clichy (74) e Tomás Costa (83).

FC Porto 2 vs Paços de Ferreira 0

September 27th, 2008

FC Porto volta às vitórias

O FC Porto venceu o Paços em mais daquelas noites em que o resultado foi a única coisa de agradável com que se saiu do estádio.

Num renovado esquema táctico, Jesualdo fez alinhar de inicio Tomás Costa e Farías. Se a aposta em Tomás Costa surgiu bom efeito, o mesmo não se pode dizer de Farías, claramente um elemento a menos na nossa equipa.

O fantasma de Vila do Conde pairava no ar e talvez por essa razão a equipa entrou em jogo com o claro pensamento de resolver o jogo o mais cedo possível. Tal era essencial para não ser criado o nervosismo na equipa e nos adeptos, para não serem despoletados os já muito falados assobios.

O facto é que entrámos pressionantes  e logo aos seis minutos, o FC Porto aproximou-se pela primeira vez com perigo da baliza de Cássio que primeiro negou o golo a Lisandro Lopez e logo a seguir a Ernesto Farias, que tentou o golo na recarga. Mas há na segunda ocasião de golo não falhámos. Insistência de Lisandro pela direita com um centro a rasgar a defesa da frente para trás, onde na entrada da área surgir Raúl Meireles, que remate colocado com o seu pé esquerdo. Estavam decorridos 13 minutos de jogo.

Depois do golo o FC Porto pressionante desapareceu, a equipa começou a jogar em velocidade de cruzeiro e o pior de tudo a falhar demasiados passes. Aliás este tem sido sobretudo um dos pontos mais visíveis deste ano. Demasiados passes falhados no nosso meio campo, que criam logicamente alguma instabilidade nos processos ofensivos.

O intervalo chegava com uma ou outra ocasião de golo, mas nada de verdadeiramente perigoso, enquanto o Paços também não criava qualquer perigo para a baliza de Hélton.

Na segunda parte o jogo decresceu ainda mais de qualidade e houve apenas duas boas oportunidades para cada lado. Se por um lado o melhor que conseguiu foi obrigar Helton a uma boa defesa através de Pedrinha, quando se jogava o minuto 65, já a equipa do FC Porto conseguiu fazer o segundo golo e tranquilizar um pouco os seus adeptos. Recén entrado no jogo, Hulk tem um bom entendimento com Raul Meireles (o homem do jogo), e faz o golo da tranquilidade.

O FC Porto venceu e pressiona os adversários que hoje se defrontam no dérbi da circular, mas não convence e deixa no ar a ideia que muito vai ter de ser mudado até se atingir um nível exibicional satisfatório.

 

Dados do jogo:

Árbitro: Hugo Miguel (Lisboa)

FC Porto - Helton; Sapunaru (Guarín 56`), Rolando, Bruno Alves e Lino; Tomás Costa, Fernando e Raul Meireles; Lisandro (Hulk 70´), Farías (Candeias 56`) e Rodríguez.

Paços Ferreira - Cássio; Ricardo, Ozeia e Tiago Valente; Filipe Gonçalves (Rui Miguel 45´), Pedrinha (William 75`), Filipe Anunciação, Paulo Sousa (Chico Silva 75`) e Josa; Leandro Tatu e Cristiano.

Disciplina: cartão amarelo a Tiago Valente (33′), Raul Meireles (49′), Josa (81′) e Ozeia (86′). 

Golos: Raul Meireles (13´m) e Hulk (73´m)

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