Estádio Dragão

FC Porto 2 vs Boavista FC 0

September 30th, 2007

Numa noite chuvosa e fria o Futebol Clube do Porto venceu os rivais da rotunda, mas sem que para isso tenha feito uma exibição de encher o olho.

Depois da derrota em Fátima, o Porto voltou a não conseguir convencer, dando a clara ideia que falta um fio condutor de jogo. O Boavista veio jogar ao Dragão tal como tinha Jaime Pacheco tinha prometido, tentando explorar o contra ataque e jogando retraídos atrás da linha da bola.  A falta de qualidade dos seus jogadores  impossibilitou no entanto que o Porto passasse por dificuldades. A equipa do Porto foi, durante a maioria do jogo, uma equipa adormecida. Tentanto arranjar espaços para penetrar no meio campo adversário, nunca foi suficientemente inteligente para arranjar alternativas. A verdade é que apesar dos dois golos (novamente Lisandro!) o Porto nunca incomodou propriamente Carlos, a não ser em lances de bolas paradas. Aliás, o primeiro golo é disso exemplo:  uma bola parada cobrada por Quaresma e a consequente recarga oportuna de Lisandro Lopez, que foi mais uma vez o homem do jogo.

As notas positivas desta partida vão para Lisandro, mais uma vez a evidenciar-se no centro do ataque e para a estreia no Dragão de Stepanov. Este Sérvio parece-me ser um bom jogador, que com mais alguns minutos ao lado de Bruno Alves, podem vir a criar uma dupla muito forte. As notas negativas vão para os restantes elementos, que de uma forma em geral estiveram uns furos abaixo daquilo que podem e devem fazer. Uma nota ainda para o público e os assobios à equipa. Sinceramente não percebo! A equipa vencia por 1-0 e as coisas não corriam bem é certo, mas de qualquer forma nada justifica que se assobiem jogadores e treinadores. Realmente há pessoas que têm a memória muito curta.

Para a história fica a sexta vitória consecutiva e o facto de no final da sexta jornada termos 8 pontos de avanço para os lampiões e 7 para os lagartos.

 

Dados do jogo:

Árbitro: Artur Soares Dias

FC PORTO – Helton; Bosingwa, Stepanov, Bruno Alves e Cech; Lucho Gonzalez (Bolatti, 78 m), Paulo Assunção e Raul Meireles (Adriano, 78 m); Tarik Sektioui (Leandro Lima, 46 m), Lisandro Lopez e Ricardo Quaresma.

BOAVISTA – Carlos; Rissutt, Ricardo Silva, Marcelão e Moisés; Fleurival, Diakité e Jorge Ribeiro; Zé Kalanga (Bangoura, 52 m), Edgar e Mateus (Laiomel, 70 m).

Golos: Lisandro Lopez (14 e 74 m).

4 Comments »

  1. Blue Dragon says

    3X6=18!
    Obrigado Porto!
    Obrigado “Licha”

    Graças a Deus que nasci Portista!

    October 1st, 2007 | #

  2. David Rocha says

    Concordo em absoluto com a nota negativa para o público. Aliás, é algo que tenho notado nos tempos recentes. Já tenho lugar cativo há muitos anos e noto que cada vez mais o público tem facilidade em assobiar a equipa. Sou totalmente contra assobios à equipa. Se vou lá é para apoiar a equipa, independentemente da exibição ou do resultado. Assim como um bom público pode motivar a equipa, um mau público pode-a desmotivar.
    Quanto ao futebol em si, ainda é preciso melhorar muito e não se deixarem deslumbrar com os pontos de avanço, porque ainda vamos no início do campeonato e muita coisa pode mudar. Mas temos uma estrutura sólida, um Lisandro em grande forma e a certeza que, quando o Quaresma regressar à sua boa forma, será uma equipa ainda mais forte.
    Força F.C. PORTO!!!!

    October 1st, 2007 | #

  3. Satelite says

    Eu em pcpio sou contra os assobios do publico, mas há casos em que acho uma boa forma de mostrar descontentamento.
    Não acho q se deva assobiar um jogador… por um erro individual… mas assobiar a equipa quando está a “engonhar” e não desenvolve é uma forma de chamar a atenção para a necessidade de se jogar mais e melhor… o que por vezes se nota no nosso FCP.

    October 1st, 2007 | #

  4. Luis says

    Concordo com o Satélite, ás vezes os assobios servem para alertar a equipa, no jogo de sábado e durante 10/15 minutos todos vimos que o Porto recuou demasiado no terreno, há que dar mérito ao Boavista é verdade, mas também temos que reconhecer que nada estavamos a fazer para contrariar a pressão do adversário, não se pressionava o homem da bola, davamos demasiados espaços nas costas e penso que os assobios eram como que uma previsão daquilo que estava prestes a acontecer, o golo do empate. Acho que os jogadores mentalmente fortes não se deixam intimidar pelos assobios, podem sempre servir de alerta para a equipa, para uma maior concentração para mudar de atitude, agora é claro que os jogadores mentalmente fracos vão sentir-se pressionados, inseguros e até com medo de errar. Concordo que é sempre mais fácil quando se apoia a equipa, mas não acho que pontualmente uns assobios façam mal a alguém. Quando nós no nosso trabalho não rendemos também há que nos chame a atenção e nos repreenda, eles não são nenhumas prima-donas e como disse os assobios podem sempre servir de alerta.

    cumps

    October 2nd, 2007 | #

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