esverdeados - Porto (fim do jogo)

A primeira parte sofrível mas um grande sofrimento depois,
É esta a ALMA do DRAGÃO!!!
CÁ ESTAREI A APOIAR-VOS!!!!

A primeira parte sofrível mas um grande sofrimento depois,
É esta a ALMA do DRAGÃO!!!
CÁ ESTAREI A APOIAR-VOS!!!!
Cá continuo, a apoiar-vos!!!
Cá continuarei a apoiar-vos!!!
Notas soltas sobre a primeira parte e abordagem ao jogo:
Não obstante tudo isto, vou continuar a apoiar-los SEMPRE!!!

Na antevisão deste jogo relembrei os heróis de Kiev do ano de 87 e disse que no final deste jogo teríamos de ganhar novos heróis. Pois assim foi.
À partida, Jesualdo tentou novamente uma nova fórmula de jogo. Pedro Emanuel e Tarik as grandes novidades. Em desespero de causa opta por Pedro Emanuel para o lugar de defesa esquerdo, de tão deficitário parece estar essa função na nossa equipa, e, para definir em dúvidas o 4-3-3, assume 2 alas, com Tarik a encostar à direita.
O FC Porto entrou bem no jogo, a controlar e a pressionar, dominando a posse de bole e tentanto ter iniciativas, no entanto, na primeira ocasião de que dispuseram, os Ucranianos fizeram o golo. Uma falha da defesa, fruto de ingenuidade ou falta de agressividade defensiva de Sapunaru e/ou Rolando, possibilitou à equipa da Ucrânia adiantar-se no marcador e aumentar ainda mais a pressão para cima dos Portistas.
Mas foi a partir daí que os heróis começaram a escrever a sua história. Sem nunca ter mostrado grandes jogadas de entrosamento nem nunca apresentar uma boa organização ofensiva, com excesso de jogadas individuais, de dribles inconsequentes, de passes falhados e de desatenções quase deitavam tudo a perder, o FCPorto, no final deste jogo, acaba por ter a sorte que muitas vezes lhe faltou, ou dito de outra forma para uns mais correcta, não teve o azar que noutros jogos lhe bateu à porta.
Soubemos sofrer e, como todos sabemos, os Campeões também têm de saber sofrer.
Na segunda parte soubemos controlar o jogo, apesar do ímpeto inicial dos Ucranianos, e ir para cima do Dynamo procurando a nossa sorte. A entrada de Hulk trouxe maior mobilidade e poder ofensivo aos Dragões. Falta a este jogador saber combinar mais com Lisandro para se formar uma dupla que pode ser letal. Posteriormente, a substitução de Sapunaru e consequente entrada de Pelé para a posição de trinco, levando Fernando para defesa direito, foi um factor preponderante para o desenrolar do jogo. Pelé mostrou ser um trinco com mais qualidades do que Fernando. Enquanto que Fernando tem mostrado ser um trinco puramente defensivo, Pelé, provavelmente fruto de uma maior experiência e confiança, foi um trinco mais acutilante, iniciando logo nos seus pés o ataque do FC Porto. Na minha opinião um jogador para o 11 titular.
Quanto aos golos portistas, o primeiro surge num cabeceamento fulgurante de Rolando que surge oportuno da área após livre de Meireles. Este golo surge numa altura de menor ímpeto do FC Porto e depois de uma bola no poste da baliza de Helton, que regressou bem à sua posição, mas, cá esteve a sorte que faltou noutras ocasiões. O segundo golo, já depois da hora, caidínho do céu, numa jogada rápida de contra ataque em que Lisandro assiste na perfeição Lucho, foi a explosão de alegria de uma reviravolta que se mostrou mesmo heróica. A dupla argentina, apesar de muito apagada, voltou a ser novamente preponderante na vitória Portista.
De sublinhar a clara baixa de forma de Lucho Gonzalez e mesmo a sua falta de vigôr físico que foram notórias sobretudo na 2ªparte - ainda assim correu umas boas dezenas de metros para enconstar o pé à bola a concluir assistência de Lisandro no 2ºgolo. Ainda assim, Jesualdo não pode dispensar o seu génio de meio-campo com esperanças que saque um coelho da cartola.
Uma palavra para o árbitro: um desnecessário protagonista pela negativa. Não marcando faltas óbvias e assinalando-as noutras ocasiões de menos razão. Pena o segundo cartão amarelo mostrado a Lucho na sua naturalissima e humana manifestação de alegria no momento do 2º golo, o que impossibilita o Comandante Argentino de defrontar os turcos em Istambul no dia 25 de Novembro. São daquelas regras que quem as concebeu, certamente nunca jogou futebol.
Em relação à Champions, a luta pela passagem ganha um novo fôlego, o FC Porto soube dar o corpo às balas e sair de Kiev com o resultado que pretendia. Quanto ao futebol praticado isso já é outra história e muito há ainda para fazer se queremos vencer o campeonato e sair bem sucedido noutras competições.
Dados do Jogo:
Estádio Valery Lobanovskiy, Kiev
Árbitro:Konrad Plautz, da Áustria
Dínamo de Kiev:Stanislav Bogush, Betão, Taras Mikhalik, Pape Diakhate, Badr El Kaddouri, Ognjen Vukojevic, Roman Eremenko, Olexandr Aliyev, Tiberiu Ghioane (Ismael Bangoura, 60), Andriy Nesmachniy e Artem Milevskiy.
FC Porto:Helton, Sapunaru (Pelé, 68), Bruno Alves, Rolando, Pedro Emanuel (Lino, 78), Fernando, Raul Meireles, Lucho Gonzalez, Tarik Sektioui (Hulk, 46), Cristian Rodriguez e Lisandro Lopez.
Golos: Milevskiy (20´); Rolando (69´); Lucho (92´)
Disciplina:Cartão amarelo para Badr El Kaddouri (30), Pedro Emanuel (57), Hulk (58), Cristian Rodriguez (84) e Lucho Gonzalez (87 e 93). Cartão vermelho, por acumulação de cartões amarelos, para Lucho Gonzalez (93).

Dínamo Kiev 1 vs FC Porto 2
22 Abril 1987, Estádio da República da Ucrânia, em Kiev
Dínamo de Kiev: Tchanov; Baltacha (Gorily), Bessonov, Kuznetsov e Demianenko; Yakovenko, Zavarov, Mikhailitchenko e Rats; Belanov (Evtuchenko) e Blokhine.
FC Porto: Mlynarczyck; João Pinto, Lima Pereira, Celso e Eduardo Luís; Jaime Magalhães, André, Quim; Madjer (Frasco), Gomes e Futre (Juary).
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Em Kiev, o FC Porto jogava mais uma cartada na caminhada para a conquista do seu primeiro troféu internacional, com a equipa Portista a vencer o Dínamo de Kiev. Na altura o FC Porto tinha já uma equipa sólida e recheado de talentos que nos levaram ao título de Campeões Europeus.
Volvidos 21 Anos as condições e as condicionantes são diferentes. A equipa anímicamente está na mó de baixo, dada a sequência de maus resultados. A pressão com que os jogadores irão subir ao relvado irá também pesar nas pernas e apenas com muita concentração, garra e espírito guerreiro esta equipa poderá dar a volta por cima.
O frio que se irá fazer sentir (9ºC previstos) por certo não esfriará os corações dos onze bravos guerreiros que subirão ao relvado. E digo guerreiros porque o jogo de amanhã é uma batalha. Uma batalha onde todas as expectativas estão contra nós e em que já muitos dos nossos seguidores não acreditam em nós. Mas temos de acreditar nos pupilos do Professor. Eles têm de dar a volta a isto!
E que o comentário de Pinto da Costa, no final do jogo de amanhã, seja o mesmo que aquele que fez há 21 anos após o jogo de Kiev: “Conseguimos o que mais nenhuma equipa do mundo conseguiria. Provámos a nossa categoria aos detractores. Mas hoje quero esquecê-los. Dedico esta vitória aos sócios que estão sempre com a equipa.“
Que venha de Kiev uma outra equipa de Heróis!

O FC Porto (com o piloto francês Tristan Gomendy) participou este fim de semana na 5.ª ronda da Superleague Formula no circuito italiano de Vallelunga. Com uma nova equipa de mecânicos encarregue do “bólide” do Dragão, finalmente começam a aparecer resultados!
Na primeira corrida do fim de semana, Tristan Gomendy ficou em 8.º lugar, depois de arrancar do 15.º lugar, dando a entender que finalmente o carro correspondia
Na segunda corrida do fim de semana os Dragões venceram, com Gomendy a garantir o trunfo depois de partir do 11.º lugar da grelha, ultrapassando a equipa da Roma na volta final.
No total das duas provas desta 5ª ronda, o piloto francês somou 73 pontos (23+50) e subiu ao 8.º lugar do Mundial.

Algumas frases do piloto francês durante este fim de semana vitorioso:
“I have to thank FC Porto a great deal. They have shown great confidence in me from the beginning and if I am here it is because of the faith they they have shown in me.”
“The car was really nice since the beginning of the weekend and unfortunately I made a mistake in the second practice on Saturday and hit the wall and I have quite a big pain in my hand.”
“It was very difficult for me in the race because the car was good but was hand was very sore. I knew where to best use the push-to-pass and I think that was the key to the victory.”
“To overtake was very difficult but I did a good job to get through on PSV and AS Roma.”
“It was unfortunate for Franck to lose for Roma here, but it was a big shame what happened to me at Estoril with the engine problem in Portugal. It was a terrible feeling but I am now delighted to give this victory for Porto today.”

E a história volta a repetir-se. Numa exibição muito fraca o FC Porto afundou-se numa batalha Naval.
Jesualdo queixou-se de falta de sorte no final do jogo. Concordo. No entanto essa falta de sorte não explica nem metade do que é este momento o FC Porto a jogar. Uma equipa sem alegria, sem soluções, permissiva e com todos os jogadores em baixa. Sim, porque neste jogo ninguém se safou!
Em todo o jogo de ontem, o FC Porto criou somente 3/4 oportunidades de golo. Na primeira de todas, Lisandro falha escândalosamente em frente ao Guarda-redes, com o resultado ainda em 0-0. Mais uma vez digo. Com a quantidade de golos fáceis que temos vindo a falhar as coisas podiam ser diferentes. Mas não lhe chamo falta de sorte como Jesualdo. Chamo aselhice.
Depois, com o desespero, vem a falta de soluções. O FC Porto passou o jogo todo sem saber o que fazer á bola. Chutava a bola para a frente, para um falso extremo (Tomas Costa) que não tem apetência para o lugar. Ele é um médio não um extremo e Jesualdo não percebe isso? Como tambémnão percebe que com estes jogadores tem de jogar com dois avançados fixos. Rodriguez na ala, vai desequilibrar e centrar para quem? Para o baixinho Lisandro não chegar a uma única bola de cabeça?
Com estes jogadores temos de jogar com a bola controlada e ter dois homens fixos na frente. Aliás viu-se a diferença entre Tomás Costa/Rodriguez e Hulk/Tarik. Os segundos criaram bem mais perigo com os cruzamentos feitos em poucos minutos, que os outros dois no resto do jogo.
A baixa de forma também é evidente em toda a equipa, com especial atenção para o meio campo onde Lucho e Meireles não conseguem construir jogo de ataque. A defesa é o que se vê, e o ataque está demasiado desapoiado para construir oportunidades de golos.
Sinceramente não sei onde isto vai parar, mas a paciência começa a esgotar-se. Desde 2005, na desesperante época de Couceiro/ Fernandez, onde o Porto jogava o pior futebol dos últimos anos, que as coisas não corriam como agora. De facto quando o Porto perde e já nem ligámos é porque algo vai muito mal.
A série de jogos que aí vem: Dinamo fora (Champions), Sporting fora (Taça) e Guimaráes em casa (Liga) vão certamente definir o destino de Jesualdo. Não se auguram grandes tempos…
Dados do Jogo:
Estádio José Bento Pessoa, na Figueira da Foz
Árbitro: Pedro Henriques (AF Lisboa)
Naval: Peiser; Carlitos, Paulão «cap.», Diego Ângelo, Daniel (Godemeche, 59`m), ; Lazaroni, Baradji e Alex; Davide (Michel, 77`m), Bolívia e Marinho.
F.C. Porto: Nuno; Sapunaru, Rolando, Bruno Alves, Benítez (Hulk, 46`m) ; Fernando, Raul Meireles, Tomás Costa (Pelé,71`m), Lucho; Rodríguez (Tarik, 59`m), Lisandro.
Disciplina: Cartão amarelo a Lazaroni (70 min) e Pelé (90 min)
Marcadores: Daniel (54 min)
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